domingo, 26 de dezembro de 2010
sábado, 25 de dezembro de 2010
Salto
Se acaso pule desse prédio
Posso quem sabe te encontrar
Descobrir onde o sol esconde
As almas que param de brilhar.
Se o meu sangue escorrer
E minha alma por fim evaporar
Talvez desvende o segredo
Que todos temem desvendar.
Na verdade só quero
Mais um sorriso seu
Um olhar, uma lágrima
Pelo menos um àDeus.
domingo, 19 de dezembro de 2010
O Alívio
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Seikatsu
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
On line
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Um dia de 23 Horas.
domingo, 28 de novembro de 2010
Sono
Hora do desmaio,
Hora da carne afundar no macio col*chão suspenso,
Hora de se afundar no mais profundo pensamento,
H*ora realmente despertar.
Fechar os olhos e cair na mais profunda reza,
pedir,fazer promessas
pra finalmente desacordar...
E ao abrir os remelentos olhos...
o pesadelo recomeçar.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Voltei! - ALÉM DO QUE OS OLHOS PODEM VER.
domingo, 14 de novembro de 2010
Zeros e Uns
E o sonâmbulo sem amigos vaga pelos corredores de paredes binárias
os zeros e uns de sua vida.
Última página da vida.
Um susto,
O coração disparado,
Olho em volta e vejo que como em toda minha vida...
Estou só.
A boca seca,
Suor gelado descendo a testa,
Os pelos arrepiados,
A boca dormente,
A língua se contorcendo de ansiedade.
E a cansada conselheira voz da minha mente diz:
-Não! Não peça ajuda! É chegada hora... Somente sinta, aprecie a arte sarcástica da vida, olhe ela sorrindo e dizendo pra você, que tudo foi em vão, que só... Brincou com você.
Os olhos enchem de lágrimas
As notas ensurdecedoras da máquina que me mantém
Tudo agora é raro
Mesmo todas as imagens ao seu redor
O pingo de soro mergulhando
A pequena brecha da janela que mostra um pedaço do céu...
Só agora percebi que esse pedaço é infinito do mesmo jeito.
Ainda dá pra ouvir as gargalhadas, a vida se joga no chão de tanto rir.
E não adianta ficar com raiva, nem chorar por causa disso,
Não adianta lutar por um pouco de ar,
Só resta fechar os olhos...
E cair junto na mesma gargalhada!
Suicídio
Tire sua vida,
Sinta-se um deus por alguns milésimos,
Se jogue no mar do esquecimento,
Se afogue na vergonha
O mundo aqui continua girando mané!
Lição de Moral.
Tentou uma moral construir
pois a moral que lhe criou
como um Deus queria existir
mas de puta beata não passou
Na Rua grita não acha graça
Em casa chora, ninguém abraça
mais um nome sujo na praça
a sua imagem uma desgraça
Viu o tempo passar sem se distrair
viu seu trabalho se diluir
olhou a sua vida se ruir
percebeu que não tinha mais como sair.
Um Zumbi embaixo da minha Cama.
Voz de um futuro.
ALÉM DO QUE OS OLHOS PODEM VER.
Quando morremos nos separamos do mundo físico, mas o som de nossa voz... Continua vagando por aí.
Voz de um futuro.
Cheguei do trabalho estressado, cansado... Pra falar verdade, morto de cansado, jogo meu paletó no sofá, a gravata no chão, um garrafa de Red Label nova comprada de manhã, já estava seca, mas ainda deu pra encher um copo, sentei no sofá liguei a tevê “meu parque de diversões”, divorciado, o casamento não deu certo pra mim... Não da certo pra ninguém mesmo, desde então essa era minha vida... Minha sina; Na tevê passava um programa esquisito, Sobrenatural eu acho, falava sobre pessoas que ouviam vozes que viam do além, uma mulher chorava de emoção ao relatar o que viu, ou melhor, o que ouviu, um pequeno sorriso surgiu em meu rosto, -Palhaçada, foi a última coisa que falei antes de pegar no sono.
Acordei à meia noite atordoado, um sonho horrível me fez acordar assustado, em seguida uma dor de cabeça mais horrível ainda veio me visitar (como de costume) só que desta vez mais violenta quase não conseguia andar de tanta dor que sentia, fui até a farmácia e tomei todas as aspirinas que encontrei pela frente, mas a dor não passou, voltei à sala escutei uma voz que disse: - Cuidado... Um tom assustador, pra conseguir me deixar assustado tinha que ser “assustador” mesmo, eu não era religioso... Tinha coisas “mais importantes” pra me preocupar; Olhei, - Ufa! Era a tevê ligada, foi a explicação mais lógica que encontrei, desliguei a tevê e pra minha surpresa, -Está próximo... Disse novamente a voz, começei a ficar novamente assustado:
-Merda! Quem está aí? (Como se alguém fosse responder) estava com muita dor de cabeça pra pensar em coisas lógicas.
Fui para o quarto, deitei na cama, tentei de tudo pra conseguir dormir, depois de alguns minutos ou horas estava quase pegando no sono, foi quando escutei um grito desesperador, vinha de perto MUITO PERTO! Deu a impressão de que quem gritou estava bem no meu ouvido, o coração disparou a dor de cabeça duplicou, a voz agora freqüente conseguiu me atordoar, foi quando comecei andar pelos cômodos vazios, que a coisa toda começou a piorar.
Estava atrás de alguém que estivesse fazendo isso, queria achar uma solução lógica pra o que estava acontecendo, voltei à sala e a voz deu um tempo, o telefone tocou, atendi rapidamente:
–Alô (Quase sem fôlego)
A mesma voz que me atordoava:
- Escute! Tente descobrir de quem é essa voz!
- Foda-se!
Joguei o telefone com toda força no chão, logo após, tudo começou a girar, quanto mais girava o ambiente se tornava sombrio, as cores, as formas, o ar, tudo fora substituído por um tom avermelhado todo borrado, as paredes começaram a sangrar, todos os móveis desapareceram, velas apareciam em seus lugares. Caí no chão, parecia não acreditar no que estava vendo, a dor de cabeça foi substituída por uma dor fortíssima no estomago, não aguentei e ali mesmo vomitei... Todo meu sangue saiu pela boca naquele momento, fiquei azul e com muito frio, mas por mais incrível que pareça estava me sentindo mais leve e todas as dores que sentia passaram, aproveitei esse momento e corri em direção a porta da frente pra pedir ajuda, mas quando abri tive uma surpresa, tudo era trevas... não tinha nada, nem ninguém lá, a cidade fora substituída por uma imensidão preta, não tive coragem de mergulhar naquela escuridão, voltei pra casa. Decidi jogar o jogo dela... A voz:
-Vamos me diga... O que quer?
- O que quero? Já consegui.
-O... O que você está dizendo?
- Meu objetivo era fazer você acreditar em mim.
-Quem é você?
- Alguém muito próximo de você.
-Onde você está?
- Bem abaixo de você!
-Como assim?
Um fedor horrível tomou conta do ambiente, olhei pra baixo e ali estirado no chão estava um corpo, tirei os vermes que cobriam sua face, quem estava ali estirado... Eu mesmo, deformado, ensanguentado com um buraco na cabeça.
- Vou me dar mais uma chance. Disse o defunto... (Eu mesmo.)
Acordei assustado, olhei pros lados tudo voltou ao normal, mesmo assim não decidi arriscar, em uma semana me mudei para outro apartamento.
No primeiro dia no novo apartamento: cheguei cansado do trabalho, paletó pra um lado, gravata pro outro, sentei no sofá, liguei a tevê, passou uma notícia que me chamou atenção.
Repórter:
-Um homem foi encontrado morto em casa, à causa: Um tiro de espingarda calibre 12 na cabeça...
Um detalhe... A repórter estava em frente à casa que eu morava há uma semana atrás.
AnimeMark
Mais um ”Último beijo”.
Eles estão aqui, ao nosso redor, nos observando, nós humanos não acreditamos, ou fingimos não acreditar, mas eles nunca desistem, estão sempre tentando chamar nossa atenção;
Mas nós egoístas... Só queremos acreditar em nós mesmos.
Mais um” Último beijo”.
Era meia noite quando acordei com um frio intenso, minha respiração se tornou visível, não era inverno, mas as janelas estavam congeladas, não conseguia mexer meus dedos, dez pedras de gelo penduradas em minhas mãos. – O que está acontecendo? (pensei) a resposta seria mais assustadora do que a pergunta.
Vesti um agasalho em cima do outro, luvas, calças, o frio não passava, o frio estava dentro de mim, sentia o sangue correndo gelado em minhas veias, meu coração fazendo o Maximo possível pra me manter vivo; Desci as escadas, a sala estava tomada por uma neblina densa, enquanto atravessava a sala tentava achar uma solução lógica para o que estava vendo, para ser mais exato... Vivendo. Liguei todas as luzes, estava começando a ficar com medo, comecei escutar passos no andar de cima, meus olhos arregalados olhavam pro teto, parecia ter visão de “raios-X” seguindo o som que me deixava cada vez com mais medo, medo, Medo, As luzes se apagaram de vez, o terror tomou conta de mim, fiquei parado olhando pra escuridão que tomava à sala, não conseguia ter reação, fiquei paralisado, ali sentado esperando o pior acontecer, até que uma luz acendeu na sala, consegui virar a cabeça, meu corpo congelado, a boca seca, os olhos com lágrimas olhava a tevê ligada em um canal que só emitia chiados, por um instante consegui me mexer, fui em direção a tevê pra mudar de canal foi quando levei um susto... Do nada começou a passar um vídeo, eram imagens de minha antiga namorada, ela feliz corria no campo, um sorriso estampado na cara, os olhos brilhando de emoção; Essas imagens já eram conhecidas, pois fui eu quem as filmei, um pouco antes dela perder a vida em um dos aviões seqüestrados no “11 de setembro”; Um pouco antes do avião se chocar contra uma das torres gêmeas ela conseguiu me ligar, só deu tempo de me dizer algumas palavras que ecoam em minha cabeça até hoje:
- Josh... Estarei sempre ao seu lado.
Logo após gritos de desespero, uma explosão.
Retomo a consciência as imagens ainda passavam na televisão, lágrimas geladas corriam em meu rosto, virava pedra antes de tocar o chão. A tevê volta a chiar, só que o som que sai dela agora era muito mais assustador, era som de milhares de pessoas gritando, aterrorizado continuo olhando a tela, até que todas as vozes se calam e como uma fusão de todas elas diz em uma só voz:
- Você tem que acreditar Josh.
- Em... Em quê? Estava realmente aterrorizado.
- Estamos em todos os lugares, você tem que acreditar!
Nunca acreditei na existência de Deus, muito menos na existência de espíritos, a mensagem que Ana deixara pra mim se tornava uma tentativa de conforto inválida. A morte pra mim era o fim... Somente. Esse meu modo de pensar mudou quando olhei para traz.
Vi descer as escadas, brilhante como uma estrela, clareando a sala, vindo em minha direção com um sorriso que já conhecia muito bem, era ela... –Ana? Linda como sempre, meu coração quebra o gelo em sua volta e dispara, ela aproxima-se, me dá um beijo longo, um abraço que me aquece, tudo em volta começa a voltar ao normal, sussurra em meu ouvido:
- Eu te disse!
As luzes ascendem, Ela desaparece devagar enquanto olha em meus olhos. Seria a última vez que à veria de novo.
Ou Não.
O Viajante
Estava o viajante andando pelo deserto quando encontra um pentagrama no chão. Ele o pega e como estava cheio de terra ele o limpa quando do nada aparece o próprio capeta:
-Muito bem! Você me chamou? O que vai querer?
-Nada, disse o viajante
-Nada? Como nada? Vamos peça alguma coisa, qualquer coisa! Quer ser Rico?
-Não
-Mulheres?
-Não!
-Ahhh!! Quer sair daqui do deserto! Vamos peça eu te tiro dessa num instante!
-Não quero não... Eu faço isso sozinho, Muito Obrigado!
-“Merda” (Murmurou baixinho o diabo) Então eu só te deixo em Paz se você pedir algo!
- A è?
- È!
-Então vamos! Estou vendo que vamos passar muito tempo juntos!
-Eu vou mesmo! E espero até você morrer!! Seu Chato!
-O que? Disse o viajante irritado!
-Eu disse Seu... seu... INGRATO! Foi isso! Ingrato.
- Ah Bom! Melhor.
Algum tempo depois eles começaram a conversar enquanto atravessavam o deserto:
-Pra onde está indo? Perguntou o Diabo.
-Estou atrás de uma nova cidade, acho que tem alguma depois desse deserto.
-Espero que não seja longe, se for longe espero que você faça o pedido logo!
-Eu não vou pedir nada... Por que está tão desesperado por um pedido?
-È o meu trabalho.
-Trabalho?
-Isso mesmo...
-Como? Você ganha o que?
-Almas.
-Ah! Entendi.
-Mas já estou quase desistindo.
-Por quê?
-È muita gente... O inferno ta quase lotado, ta fóda!, ta ficando muito abafado, temos até que converter pessoas pro bem... Pra ver se impede de ir mais gente pra lá sabe?.
-Sei. Muita gente talvez aumente mais o fogo né?
-Fogo? Que fogo?
-Ué? não é o Inferno?
-Claro.
-Então tem fogo!
-Que nada!! Isso é lenda... Tem fogo não.
-Não?
-Não.
-E como é lá?
-È como uma cidade normal, Shoping, Mercados, Farmácias, Pessoas andando na rua e etc...
-Legal.
-Tem até igrejas lá...
-Sério?
-Ahan! Católica e Universal parece que já estão fazendo uma Renascer.
-Então deve circular dinheiro por lá né?
-Claro. Ou você acha que eles iam fazer pra que?
-Ah é tem razão.
-...
-Você gosta de cobras?
-O que?
-Cobras... Sabe aqueles bichos que vivem se rastejando...
-Ah sei!
-Gosta?
-Não. Tenho medo sabe? Trauma de infância... (Acho).
-Urubus!
-Ah desse eu gosto!
-Não estou falando nisso! Olha lá quanto Urubu!
-Nossa acho que eles estão comendo alguém lá... Olha!
-Vamos lá ver de perto!
Chegando lá estava um corpo de um homem sendo devorado pelos famintos animais!
-Eca! Disse o Diabo cuspindo na areia.
-Argh! Ta fedendo já.
-Olha lá!
-O que?
-Ele tá vivo!
-Que situação horrível.
-È sua chance!
-De que?
-Faça um pedido para que ele sobreviva! Vai ser muito bom ter você como companhia lá no inferno!
-Não... É melhor que ele morra mesmo. Se sobreviver vai sofrer muito.
-Eu recupero a saúde dele também! Vamos peça!
-Mesmo assim, morrer vai ser um alívio.
-Porra! Ta ruim de te convencer.
-Pois é! Vamos estamos quase lá.
-Aff... Vamos, vou “tentar” mais um pouco.
-Haha!
Continuaram andando pelo escaldante deserto:
-Minha boca ta Seca. Disse o diabo.
-A minha também.
-Olha lá!
-O Que?
-Uma jarra de Água, gelaaada!
-Ah fala sério! Uma jarra de água no meio do deserto?
-È ué! Porque não?
-Com gelo? Fala sério! Não caio nos seus truques!
Derramou a água e continuou andando.
-Olha lá a cidade.
-Pelo jeito você não vai pedir...
-é
-Nada?
-Nada
-Nadinha?
-Nada.
-Você vai precisar de dinheiro... não vai?
-Sim
-Peça! E te torno o homem mais rico do Mundo!
-Não. Estou bem assim!
-AAAAAAAAAA Porra!! Desisto! Vou embora!, Mas antes, qual seu nome?
O Viajante se agachou e escreveu na areia, o diabo se assustou...
-Não! Não pode ser!
Virou uma cortina de fogo e sumiu. O viajante continuou a caminhar em direção da cidade
Antes que me perguntem.













